Era uma vez a minha irmã. Ela fazia intercâmbio na Austrália e ganhou um pijama xadrez de alguém (essa parte eu inventei, ela pode ter comprado e não me contou). Depois de 6 meses sendo vestido na terra do canguru toda vez que o sol se punha, o pijama xadrez viajou e aterrisou no Sul do Brasil, em Curitiba. Por algum tempo, o pijama foi esquecido dentro da última gaveta do armário, naquela que a gente guarda cinto, camiseta furada ou aquilo que já foi moda um dia, mas vai que volta. Um belo dia, quando fazia minhas malas pra me mudar pro Rio de Janeiro, eu o encontrei. Na hora, pedi pra levá-lo comigo. Minha irmã relutou um pouco, mas por livre e espontânea pressão, deixou. Mal sabia a história de amor que estava comecando nesse momento.
Chegamos no Rio juntos, e eu, que gostava de dormir with no pijas at all, comecei a usá-lo sempre. De simples camisolão, ele foi promivido a roupa pra ficar em casa, coisa que nunca tive. Até que em uma manhã, depois de uma noite juntos na casa da minha família na Barra, minha prima disse:
"Nossa Pa, mas isso é um pijama? Eu usaria como roupa tranquilo!". Essa foi a deixa. No mesmo dia, vesti um bíquini, o pijama, e fui a praia. Me senti em casa.
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| Sou sexy até de pijas |
Foi então que um dia resolvi dar um passo maior no nosso relacionamento. Viajei pra SP pra ficar dois dias a trabalho e acabei tendo que esticar pra quatro. Como só tinha ido com a roupa do corpo e uma outra extra, acordei no terceiro dia decidida: Comi banana, subi as escadas, tomei banho e re-vesti ele para ir trabalhar. Foi lindo. Fiz a rica de pijama no centro capitalista do país. Se me perguntarem onde comprei, digo que veio da Aus, pena.

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Regugiiiiiiiiiiiiiiiiita ALEMAO!