sexta-feira, 17 de junho de 2011

A menina do pijama viajante

Era uma vez a minha irmã. Ela fazia intercâmbio na Austrália e ganhou um pijama xadrez de alguém (essa parte eu inventei, ela pode ter comprado e não me contou). Depois de 6 meses sendo vestido na terra do canguru toda vez que o sol se punha, o pijama xadrez viajou e aterrisou no Sul do Brasil, em Curitiba. Por algum tempo, o pijama foi esquecido dentro da última gaveta do armário, naquela que a gente guarda cinto, camiseta furada ou aquilo que já foi moda um dia, mas vai que volta. Um belo dia, quando fazia minhas malas pra me mudar pro Rio de Janeiro, eu o encontrei. Na hora, pedi pra levá-lo comigo. Minha irmã relutou um pouco, mas por livre e espontânea pressão, deixou. Mal sabia a história de amor que estava comecando nesse momento.
Chegamos no Rio juntos, e eu, que gostava de dormir with no pijas at all, comecei a usá-lo sempre. De simples camisolão, ele foi promivido a roupa pra ficar em casa, coisa que nunca tive. Até que em uma manhã, depois de uma noite juntos na casa da minha família na Barra, minha prima disse:
"Nossa Pa, mas isso é um pijama? Eu usaria como roupa tranquilo!". Essa foi a deixa. No mesmo dia, vesti um bíquini, o pijama, e fui a praia. Me senti em casa.
Sou sexy até de pijas
Depois de algum tempo, nosso relacionamento foi evoluindo. Comecei a usá-lo pra ir ao mercado e pra resolver coisas perto de casa. A moça lá de casa comentava toda vez que me via acordando, que não entendia como eu usava aquele camisão lindo pra dormir.
Foi então que um dia resolvi dar um passo maior no nosso relacionamento. Viajei pra SP pra ficar dois dias a trabalho e acabei tendo que esticar pra quatro. Como só tinha ido com a roupa do corpo e uma outra extra, acordei no terceiro dia decidida: Comi banana, subi as escadas, tomei banho e re-vesti ele para ir trabalhar. Foi lindo. Fiz a  rica de pijama no centro capitalista do país. Se me perguntarem onde comprei, digo que veio da Aus, pena.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Frio em Terê

Hoje é terça but it feels like segunda. Esse sentimento de quem está de férias mas não se permite é muito tosco. Eu condiciono tanto a minha cabeça a fazer, fazer, fazer. Que quando não preciso fazer nada sinto como se estivesse FAZENDO algo errado. Estranho né? 
Estou há uma semana de férias da faculdade. Acordo na hora que meu corpo quer acordar, e não na hora que o despertador resolve interromper meu sono. Tomo café no horário do almoço e almoço no horário que me der vontade. Tenho 2 empregos, e trabalho em casa - descabelada, sem perfume nem nenhuma espécie de acessório além da minha camisola xadrez sexy delícia. Em outras palavras, estou na situação que metade da população (ou mais, ainda não contei) gostaria de estar, ou acorda toda segunda cedo e pega um trânsito caótico desejando estar, mas por incrível que pareça, não me sinto a vontade com isso.
Escolhi o dia mais amado e aclamado da semana pra ter uma crise existencial : TGI sexta feira. Mas passou, assim como tudo é passageiro, menos motorista e cobrador de ônibus. Acordei no sábado e fui pra Teresópolis fazer as pazes comigo mesmo. Fiz, juntei meus caquinhos e virei minha amiga de novo. Em compensação, destruí meu pulmão com a crise alérgica do frio da montanha. Que brega.
Depois que me mudei pra uma cidade quente percebi que chique é passar frio no final de semana, ou nas férias. Nada de acordar as 6h da manhã de quarta - aquele meio da semana que não passa nunca - com a janela do seu quarto suada porque lá fora está 6 graus e ainda ter que sorrir pra vida e abandonar a sua deliciosamente cama (isso) que fica ali te encarando, quentinha do jeito que você a deixou, com 3 cobertores, um edredom e o que mais se perder nesse bolo todo, enquanto você encara o 1o desafio do dia, que é tirar o pijas e procurar a luz no fim do túnel no banho.
Nada disso. Passar frio é chique quando você busca o frio e paga caro por isso e não quando ele vem até você. Ir pra Gramado, pra serra - se lá que serra for - ficar num chalé, comer foundue, Alpes Suiços, Valle Nevado, Aspen. Tudo chique, elegante, exclusivo e cheio de romantismo também.
Eu, como uma boa romântica, fui passar o final de semana no frio de Teresópolis com meu namorado. Encontrei muito amor, muito cobertor, vinho, lareira e uma crise alérgica que ainda não me abandonou. 

Fazendo a rica tuberculosa. A cada tosse, um sentimento de que o pulmão vai cair na sua frente e te dar Oi.


sexta-feira, 10 de junho de 2011

Quem voce pensa que e'

Sou bipolar, nao to te dando mole
Eu nao sabia que nome por no meu blog, mas sabia que precisava de um. Ano passado eu fazia terapia, yoga, homeopatia e acupuntura. Desse jeito, ate meu cachorro bipolar fica equilibrado. Esse ano eu me mudei pro Rio, nao tenho medico nem mae pra cuidar de mim. Moro na dependencia da empregada de um apartamento, mas chamo de quartinho porque dependencia 'E FODA. Ainda nao encontrei outro lugar pra morar, mas continua na busca (se voce souber de alguem que esta alugando, me liga!Sou legal e pago bem). Tenho um namorado, mas nao tenho amigos e meu cachorro mora longe. Meu pai me conforta dizendo que estou ha pouco tempo aqui. Meu computador ficou doido de ontem pra hoje e o teclado desconfigurou. Nao tenho acento, lenco, nem documento (literalmente). No fim do ano perdi minha identidade e um mes antes, minha carteira de motorista. Hoje ando com meu passaporte, fazendo a gringa. Estudo numa faculdade de mauricinhos e cinhas e parece que a cada ano que passa minha formatura fica mais distante. Estou de ferias e nao consegui me sentir confortavel com isso. O telefone toca, e 'e a minha mae. Minha bateria esta acabando, estou com preguica de atender. Nao sei o que quero ser e muito menos se quero ser. Mas t'a tudo sempre bem, tudo maneiro, tudo legal. Afinal, tudo sempre acaba em pizza. Mas como meu fim 'e diferente, ele acaba na Feira de Sao Cristovao, a maior feira de Paraiba que algem ja viu. Vou fazer a rich la, beijo tchau.