quinta-feira, 4 de abril de 2013

Dois anos se passaram desde que criei-abandonei esse blog e nada mudou mas ao mesmo tempo tudo mudou. E se tudo é nada e nada tudo é, os dois podem ser o mesmo juntos e misturados, certo? Então pra que  continuar nessa embromation?
Mas a gente sempre continua.

A questão é que você nasce dual : certo ou errado. Cresce dual: Isso é certo , isso é errado. E morrer dual: Ser ou não ser? Mas aí chega a física quântica e te quebra as pernas. Great

Falando em quebrar. Passei uns dias quebrada - saúde, trabalho e dor nas costas - e hoje escrevi um texto mamãe quero cortar meus pulsos. Olha como eu sou fera ferida. Liga um cold play no máximo e manda bala.


"Presa a correntes invisíveis. Sou prisioneira de mim, nesse mundo criado, nascido e vivido. Surto e choro com a agressão física, tento correr da violência, me tranco a sete chaves no meu quadrado particular, mas a dor pinica. Aos poucos, ela chega e não me larga mais. Gruda no meu âmago sem eu nem saber direito onde ele fica. Insistente, permanece, pra não deixar de lembrar ou ser esquecida.
Urro. Tomo pílulas mágicas e ela sutil permanece. Estamos apegadas uma a outra. Ela me quer, mas mal me quer. Que nova categoria de vício é essa? Nos amamos em silêncio.
Deito, choro, reclamo, encontro sujeito para a culpa. Decido partir e em segundos volto atrás. Nascida e crescida na cidade grande. O centro urbano. Cidade maravilhosa da porra. Meu nome é Paola, sofro de um mal que o jornal nacional não publica porque não dá audiência. A dor da existência. Eu e ela. Ela e eu e mais nada.  Quando criança, eu a guardava dentro do armário junto com o bicho papão. Hoje nos evoluímos e as vezes ela sai pra passear comigo. Mas eu prefiro quando ela fica em casa. Porque sofrer dói, fragiliza, derruba e não tem antidepressivo ou panela de brigadeiro que faça passar. Mesmo quando você pensa que sofre em vão, porque as crianças da África é que sofrem de verdade. Essa merda continua doendo. Ali, presente, contínua, te esperando, num mood bem psicopata. Ela não está nem aí pra essa bichisse que você chama de sentimentos. Não liga se você chora e acha até engraçadinho quando você faz aquela cara de sofrimento, vítima do mundo. Tadinha.
Somos uma.
Ela criação eu criatura - ou vice e versa. Descubro que te quero. Percebo que te domino e que você só se faz de dominante. Como a patricinha que se faz de rica. Eu agora aliviada, mas consciente de que still presa. Até a próxima."


Sofro eu, sofre você, sofremos nozes. 
Ai como eu sou sofrida!